Sua identidade não tem preço!
João Carlos
- julho 25, 2025
- 3 min read
Aos queridos leitores dessa singela coluna, nesta oportunidade venho destacar duas notícias que na minha lente embaçada se destacaram neste mês de julho de 2025. Para que juntos possamos parar para pensar e extrair algum aprendizado.
Neste mês de julho duas notícias movimentaram as redes sociais e alguns pequenos grupos; o “tarifaço de Trump” em desfavor do nosso querido Brasil, e um histórico lançamento da Série Biográfica de Raul Seixas de nome “Eu Sou”.
E o que isso tem a ver com nossa coluna, como estes temas se relacionam e como isso pode contribuir com nossa reflexão?
Vamos juntos parar para pensar sobre o reconhecimento do outro. Quando o reconhecimento externo não está de acordo com aquilo que desejamos, e às vezes pautamos nosso comportamento buscando a aprovação, valorização e aceitação do outro.
Já parou pra pensar que quanto mais tentamos ser aceitos, mais alta é a taxa? Mais alto será o preço que pagamos por tentar nos encaixar em moldes alheios?
No caso do “tarifaço”, por mais que o Brasil tenha buscado alinhar suas relações comerciais, foi surpreendido por medidas duras e unilaterais vindas dos Estados Unidos. Não é assim também nas relações humanas? Às vezes nos doamos, nos adaptamos, nos curvamos a padrões que não são nossos — e, ainda assim, somos “taxados”, desvalorizados ou ignorados.
A história de Raul Seixas, brilhantemente retratada na série Eu Sou, nos oferece o contraponto. Um artista que, embora profundamente dividido entre ser aceito e ser autêntico, escolheu — mesmo que com dor — não abrir mão de sua essência. Raul foi taxado de louco, de herege, de incoerente… mas talvez justamente por isso permaneça vivo na memória afetiva de gerações. Sua vida foi um grito de identidade, um ato de resistência a um mundo que insiste em etiquetas.
Viktor Frankl, um psiquiatra e sobrevivente de campos de concentração, dizia que o ser humano é impulsionado por um desejo de sentido — não de aprovação. Quando vivemos segundo esse princípio, talvez continuemos pagando certos “preços”, mas deixamos de aceitar tarifas que nos despersonalizam.
Então, caro leitor, já parou pra pensar: qual o preço de ser quem você é? E o quanto você ainda está disposto a pagar para ser aceito? Às vezes, o maior ato de liberdade é justamente não negociar aquilo que para você e em você tem valor e lhe faz único.
Saber quem somos nós e o preço que custa bancar essa identidade, pode nos livrar de sofrimentos e relações indesejadas. Quem é você além da tabela de valores do outro. Sua identidade não tem preço, tem valor!





