Política

Instalação da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (4) abre novo front entre Planalto e oposição

  • novembro 3, 2025
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Instalação da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (4) abre novo front entre Planalto e oposição

O Palácio do Planalto inicia a semana concentrado em assegurar espaço na cúpula que comandará a CPI do Crime Organizado. Prevista para ser instalada nesta terça-feira (4/11), a comissão deve se tornar palco de uma disputa entre governistas e a tropa de choque do PL pelo controle dos principais cargos e a narrativa sobre segurança pública.

Além da instalação, o colegiado deve aprovar o cronograma de trabalho. Com 11 titulares e 7 suplentes, a CPI planeja ouvir delegados, auditores, governadores e prefeitos, além do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O objetivo é investigar a estrutura, a expansão e o modo de operação das organizações criminosas no país, com foco em facções e milícias. A comissão pretende tratar crime o organizado como uma questão de segurança nacional, segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), proponente da CPI.

A instalação ocorre na esteira de uma megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28/10). A ação, voltada ao enfrentamento de grupos armados, resultou em mais de 100 prisões e 119 mortes, segundo o governo fluminense.

A operação reacendeu o debate sobre segurança pública e influenciou movimentações para 2026. Enquanto o Planalto prepara um projeto de lei antifacção, voltado ao enfrentamento do crime organizado, a oposição bolsonarista articula uma proposta que equipara facções criminosas a terroristas, possivelmente relatada por Guilherme Derrite (PL-SP).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), leu em junho o requerimento que criou a comissão. Na semana passada, o senador anunciou a instalação e afirmou que é “hora de enfrentar os grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro” e garantir a proteção da população diante da violência.