Política

MDB anuncia pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas, em embate com Simões

  • novembro 4, 2025
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MDB anuncia pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas, em embate com Simões

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG), Gabriel Azevedo (MDB), lançou nesta terça, em solenidade oficial na sede da legenda, a pré-candidatura dele ao governo do estado. Durante o evento, ao lado dos presidentes do partido no Brasil e em Minas, os deputados federais Baleia Rossi (SP) e Newton Júnior, Gabriel não poupou críticas à gestão do governador Romeu Zema (Novo), que vai lançar como candidato à sucessão o vice-governador Mateus Simões (PSD).

Azevedo criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 24/2023), de autoria de Zema, que acaba com a consulta popular para a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa); o tratamento dispensado pelo governador ao funcionalismo; a falta de diálogo com o governo federal; a situação das estradas; e a ausência de obras importantes. De forma indireta, também criticou Simões, que, segundo Azevedo, estava achando que ia “ganhar a eleição por WO”, sigla em inglês para ‘walkover’, que significa vitória fácil ou automática em competições esportivas.

Azevedo disse ainda que Zema passou dois mandatos falando mal do governo anterior, sem apresentar nada de concreto para a população mineira, e o que o governador aponta como mérito de sua gestão o pagamento dos salários em dia e o não envolvimento em denúncias de corrupção.  “Não é mérito, é obrigação”, afirmou o pré-candidato. “Do que adianta colocar as contas em dia, em teoria, se ele não cuida do povo”, questionou.

Ele também criticou o tratamento dispensado pelo governador ao funcionalismo. De acordo com Azevedo, não há diálogo do governador com os servidores públicos. “Não ter corrupção não é mérito, é obrigação. Pagar funcionário em dia não é mérito, é obrigação. Mas não adianta pagar o funcionário em dia, tem que dialogar”, afirmou Azevedo, que prometeu valorizar os servidores, principalmente das áreas de educação e saúde. “Faço aqui uma chamada para os funcionários públicos de Minas Gerais. Eu sou filho de funcionário público. A minha mãe é uma professora aposentada do estado de Minas Gerais. O meu pai foi policial civil. Vamos colocar a educação no centro e a segurança também”, afirmou.

Gabriel disse que será o candidato do centro “para mostrar que moderação não é frouxidão, que centro não é centrão e que equilíbrio não é não ter posição. Segundo ele, Minas Gerais perdeu relevância nacional e o “Brasil precisa voltar a entender o que significa Minas Gerais. “O Brasil caminha na direção que Minas aponta. E o equilíbrio está precisando de Minas, do mesmo jeito que Minas está precisando de Minas, do  equilíbrio”, assegurou.