Operação Baco apreende mais de 182 mil litros de bebidas irregulares e prende 18 pessoas em Minas Gerais
Uma megaoperação envolvendo 12 instituições estaduais e federais resultou na apreensão de mais de 182 mil litros de bebidas alcoólicas irregulares em Minas Gerais. A ação, chamada Operação Baco, foi coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) e teve duração de 40 dias, sendo concluída nesta quarta-feira (19).
Ao todo, 1.204 recipientes entre galões e garrafas foram recolhidos — muitos deles inutilizados por irregularidades. A operação também fiscalizou 522 estabelecimentos, abordou 447 pessoas, realizou 18 prisões, apreendeu um adolescente, instaurou 17 inquéritos e efetuou nove flagrantes.
Segundo o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Neves, o foco foi combater bebidas adulteradas, produtos contrabandeados e mercadorias em situação de descaminho. As prisões ocorreram em Belo Horizonte, Betim, Ribeirão das Neves, São José da Lapa, Governador Valadares e Poços de Caldas.
A Polícia Militar informou que muitos estabelecimentos foram identificados previamente por meio de inteligência e denúncias anônimas. Embora ainda não haja indícios de uma rede organizada de adulteração, a possibilidade está sendo investigada.
A Polícia Civil, por meio da delegada Elyenni Célida, destacou que os suspeitos podem responder por crimes com penas que chegam a oito anos de prisão ou mais, caso seja comprovada ligação com organizações criminosas ou lavagem de dinheiro.
O Ministério Público, representado pelo promotor Henrique Andrade, afirmou que os estabelecimentos autuados também passarão por processos administrativos que podem resultar em multas e interdições.
A operação contou ainda com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, responsável pelo monitoramento de cargas, e de órgãos como o MAPA, Receita Federal, Vigilância Sanitária e IMA.
Durante a fiscalização, duas amostras de bebidas clandestinas apresentaram níveis elevados de metanol, substância altamente tóxica. Embora Minas Gerais registre casos suspeitos, nenhuma intoxicação por metanol foi confirmada no estado até agora, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.
As investigações seguem em andamento.
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