Política

Disputa pelo governo de Minas começa a se desenhar a oito meses da eleição

  • fevereiro 3, 2026
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Disputa pelo governo de Minas começa a se desenhar a oito meses da eleição

A oito meses das eleições para o governo de Minas Gerais, marcadas para 4 de outubro, o cenário político estadual começa a se desenhar com pré-candidaturas lançadas e outros nomes ainda em fase de articulação. O pleito ocorrerá junto às eleições para presidente da República, deputados estaduais e federais e senador.

Entre os nomes já colocados na disputa está o do vice-governador Mateus Simões (PSD). Indicado pelo atual governador Romeu Zema, Simões se apresenta como pré-candidato desde 2025 e busca unificar o campo da direita em Minas. Em outubro do ano passado, deixou o partido Novo e se filiou ao PSD, em busca de maior estrutura partidária para a campanha.

Outro nome confirmado é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Kalil governou a capital mineira entre 2017 e 2022 e disputou o Palácio Tiradentes em 2022, quando foi derrotado por Zema no primeiro turno. Após um período sem partido, filiou-se ao PDT e voltou a se colocar como pré-candidato.

Pelo MDB, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo tenta se viabilizar como uma alternativa de centro. Ele anunciou a pré-candidatura em novembro e vem articulando apoio dentro do partido.

Também aparece entre os possíveis candidatos o senador Cleitinho (Republicanos). Natural de Divinópolis, o parlamentar figura entre os mais bem colocados em pesquisas eleitorais e tem discurso alinhado ao bolsonarismo. Cleitinho afirma que só decidirá sobre a candidatura ao governo estadual em março.

Outro nome de peso citado no cenário é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Senado. Defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como possível palanque em Minas, Pacheco ainda não confirmou se disputará o governo. Ele já declarou, em diferentes momentos, tanto a intenção de deixar a vida pública quanto a possibilidade de concorrer, mas afirmou que não será candidato pelo PSD mineiro.

Na esquerda, uma ala do PSOL em Minas defende o nome de Maria da Consolação, uma das fundadoras do partido, como pré-candidata ao governo do Estado. Ela já manifestou publicamente a intenção de disputar o cargo.

Pelo PCB, o professor da Universidade do Estado de Minas Gerais Túlio Lopes também anunciou pré-candidatura. Ele é presidente da Associação dos Docentes da UEMG e ganhou projeção ao se posicionar contra a proposta do governo Zema de transferência da universidade para a esfera federal.

Nomes descartados e especulações

Alguns nomes ventilados anteriormente já descartaram a disputa. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) anunciou que buscará a reeleição à Câmara dos Deputados. Já a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), teve o nome indicado pelo partido para uma pré-candidatura ao Senado.

Outros nomes ainda citados nos bastidores, mas sem confirmação oficial, são o do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Martins Leite (MDB); o presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão; o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe; o ex-procurador-geral do Estado Jarbas Soares; e a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida.

Com o calendário eleitoral avançando, a tendência é que o quadro de candidaturas se defina nos próximos meses, com possíveis alianças e desistências até as convenções partidárias.