A Polícia Federal (PF) concluiu nesta terça-feira (14) a primeira etapa da investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório, com 265 páginas, foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e indiciou 48 pessoas.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Também foi indiciado o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido.
Segundo a investigação, o grupo realizava descontos mensais em benefícios de aposentados e pensionistas como se eles tivessem autorizado a filiação a associações, o que, em muitos casos, não ocorreu. A PF estima que as fraudes possam ter causado um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões.
Com a conclusão do inquérito, o relatório será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou pede o arquivamento do caso.
A defesa de Alessandro Stefanutto informou que pedirá ao STF a revogação da prisão preventiva. Já a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que só irá se manifestar após ter acesso aos autos da investigação.
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