Foto de Flávio Bolsonaro ao lado de Sicário repercute e senador se manifesta
João Carlos
- julho 16, 2026
- 3 min read
Uma fotografia divulgada nesta quarta-feira (15) pelo portal ICL Notícias mostra o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Segundo a Polícia Federal, Mourão integrava um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro e era responsável por ações de espionagem ilegal, incluindo o acesso indevido a sistemas de órgãos públicos.
Segundo o ICL Notícias, a imagem foi registrada em 2022, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro. A divulgação ocorre dois meses após o vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, nas quais o senador solicitava cerca de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a repercussão da fotografia, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais questionando a autenticidade da imagem. O senador afirmou que, caso a foto seja verdadeira, trata-se apenas de mais um dos inúmeros registros feitos com pessoas que o abordam diariamente.
“Eu não sei se é verdade. Se for verdade, certamente é mais uma das várias que eu tiro todos os dias. Eu não tenho como saber quem é aquela pessoa que está tirando foto comigo”, declarou.
O parlamentar também atribuiu a divulgação da imagem a “blogs de esquerda” e comparou o episódio a uma fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da influenciadora Deolane Bezerra durante a campanha eleitoral de 2022.
Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador, por ser uma figura pública, recebe dezenas de pedidos de fotos diariamente e que seria “irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória”.
O ICL Notícias informou que submeteu a fotografia a uma análise em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP). De acordo com a reportagem, cinco ferramentas especializadas não encontraram indícios de que a imagem tenha sido gerada por inteligência artificial ou manipulada digitalmente.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu em março deste ano, após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
De acordo com as investigações, ele fazia parte de um grupo conhecido como “A Turma”, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A PF afirma que Mourão coordenava atividades de obtenção de informações, monitoramento de pessoas e acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol. Também é apontado como responsável por ações para intimidar ex-funcionários do Banco Master e remover conteúdos de plataformas digitais relacionados aos interesses do grupo.





