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Polícia desarticula célula extremista que planejava atentados durante as eleições em Brasília

  • agosto 4, 2026
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Polícia desarticula célula extremista que planejava atentados durante as eleições em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para desarticular uma célula extremista suspeita de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral. De acordo com as investigações, o grupo discutia ataques contra prédios públicos e chegou a planejar a explosão de um local que receberia um debate entre candidatos à Presidência da República.

Ao todo, cerca de 60 policiais cumpriram medidas cautelares contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, dispositivos de armazenamento de dados, armas brancas, como punhais, e diversos materiais relacionados a organizações extremistas internacionais.

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam plataformas na internet para trocar informações sobre invasão de edificações, recrutamento de integrantes em diferentes estados, formação tática, seleção de alvos e compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios públicos da região central de Brasília, entre eles o Palácio do Planalto.

As apurações também identificaram a disseminação de conteúdos de ódio contra mulheres em ambientes virtuais utilizados pelo grupo. Até o momento, os investigados podem responder por associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo.

A Operação Rede Interrompida é coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), da Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A investigação teve início após um relatório produzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

A DPCev foi criada após o atentado ocorrido na Praça dos Três Poderes, em novembro de 2024, quando um homem morreu ao detonar explosivos nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF). A unidade também atua na prevenção de ações semelhantes e no monitoramento de grupos com potencial de violência motivada por extremismo.