Política

A COP 30 está chegando: para a nossa alegria

  • setembro 26, 2025
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A COP 30 está chegando: para a nossa alegria

O Brasil se prepara para sediar, de 10 a 21 de novembro, o evento mais importante do planeta Terra: a COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). Evento, que terá a capital do estado do Pará (Belém) como sede, unirá o mundo em torno do assunto mais relevante da modernidade: a manutenção da vida humana na Terra; nossa relação e responsabilidade com a proteção do nosso ecossistema, e o uso responsável e equilibrado da biodiversidade do planeta.
No entanto, possivelmente os dois assuntos principais do encontro serão a adaptação às mudanças climáticas e a necessidade de ampliar os recursos para que países em desenvolvimento possam investir na proteção do meio ambiente. Outros temas devem dominar as discussões: a redução de emissões de gases de efeito estufa, a transição para energias renováveis, a preservação da Amazônia (local do encontro) e a justiça climática, que abordará os impactos sociais e a proteção de populações vulneráveis.

Desde o início deste século, a pauta da sustentabilidade e atenção ao meio ambiente, no sentido de protege-lo (e nos protegermos), deixou de ser exclusividade de ativistas ambientais e foi parar nas mesas de decisões de chefes de Estado de todos os países.
Apesar de poucas pessoas ainda entenderem o que é, o que representa (e, mais ainda, qual a importância desta conferência para o mundo), vale dizer que o encontro, atualmente, tem confirmada a presença de mais de 140 países e a expectativa da participação de 196. Ou seja, a probabilidade é que praticamente todos os países filiados à Organização das Nações Unidas (ONU) se façam presentes à conferência.
Espera-se que a COP30 receba cerca de 50 mil participantes, entre delegados, representantes da sociedade civil e empresas, além da imprensa de todo o planeta. Em outras palavras, tudo indica que este será o maior e mais importante evento mundial em se tratando de países reunidos para discutir as questões climáticas e ambientais, responsáveis pela manutenção de toda vida na Terra (humana ou não).

A distância geográfica do evento, e sua característica de abrangência global, pode sugerir que nós, insignificantes atores regionais e municipais, nada (ou quase nada) possamos contribuir para o seu sucesso ou sejamos afetados por seu resultado. Mas isso é um equívoco: todas as ações, soluções proposições e dispositivos apresentados e discutidos em eventos dessa importância (oficialmente ou em encontros paralelos entre estudiosos e autoridades), repercutem, atingem e balizam as decisões da gestão ambiental de cada município; em todos os países. De forma mais imediata, prática e implacável nos municípios do país sede: neste caso, o Brasil.

É esperado que a COP 30 debata de forma efetiva e delibere estudos com a força política necessária para apresentar soluções à manutenção, proteção e defesa do nosso ecossistema. O histórico do encontro indica que esta edição promete influenciar todas as decisões sobre clima, meio ambiente e diversidade em todos os países participantes. Incluindo aí suas respectivas divisões administrativas; no caso do Brasil, estados e municípios.
Em outras palavras, a COP 30 está mais perto de nós do que realmente parece. E as decisões e soluções dela advindas influenciará diretamente na vida de todos nós. Só de estar sendo realizada no Brasil, essa vizinhança se estreita, e mais motivos temos para ficarmos atentos a todos os seus resultados.
Torçamos para que boas ideias e importantes projetos surjam; que decisões sejam tomadas e estudos profundos sejam debatidos (e futuramente implantados). Todos temos a ganhar, mas especialmente o planeta Terra.