Economia

Alta do petróleo pressiona preço da gasolina e governo pede investigação sobre aumentos no Brasil

  • março 12, 2026
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Alta do petróleo pressiona preço da gasolina e governo pede investigação sobre aumentos no Brasil

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional, provocado pela guerra no Oriente Médio, tem pressionado o valor dos combustíveis no Brasil e gerado variações significativas nas bombas.

Em Belo Horizonte, levantamento feito nesta quarta-feira (11) mostrou que o preço da gasolina varia entre R$ 5,39 e R$ 6,39, uma diferença de até R$ 1 entre os postos. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro) afirma que o cenário é resultado de uma combinação de fatores, como o conflito internacional, a entressafra da cana-de-açúcar e dificuldades na produção de etanol devido às chuvas.

Segundo o sindicato, distribuidoras também têm praticado preços mais altos no atacado, o que tem impactado o valor repassado aos consumidores. Apesar da alta, o setor afirma que não há risco de desabastecimento no país.

Situação semelhante foi registrada no Distrito Federal. Postos passaram a cobrar cerca de R$ 6,55 pelo litro da gasolina, após aumento anunciado pelas distribuidoras. Segundo o sindicato do setor, o diesel teve aumento de cerca de R$ 0,20 por litro e a gasolina de R$ 0,03. A Petrobras, no entanto, não anunciou reajustes recentes nas refinarias.

Diante das altas registradas em diferentes estados, o Ministério da Justiça solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis. A apuração envolve postos e distribuidoras de Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

No cenário internacional, o preço do petróleo chegou a ultrapassar US$ 100 por barril, a maior alta em quatro anos. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou as tensões em rotas estratégicas de transporte de petróleo, aumentando o temor de redução na oferta global.

Apesar da pressão internacional, o governo federal avalia que os impactos diretos no Brasil são limitados, já que o país é exportador de petróleo bruto, embora ainda dependa da importação de parte dos combustíveis refinados, como diesel e gasolina.