Brasil entra pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano
João Carlos
- maio 27, 2026
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O Brasil alcançou, em 2024, um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 e passou, pela primeira vez na história, a integrar o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Os dados fazem parte do Radar IDHM 2024, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento aponta que o avanço é resultado de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, saúde e geração de renda. O estudo analisou o período entre 2012 e 2024 e mostrou recuperação significativa após as quedas registradas durante a pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o resultado nas redes sociais e afirmou que o crescimento reflete “escolhas políticas consistentes e coordenadas”. Segundo ele, apesar do avanço, o país ainda enfrenta desigualdades regionais, raciais e de gênero que precisam ser superadas.
A educação foi a área com maior crescimento no período, com média anual de 1,35%. Já a longevidade atingiu, em 2024, o maior patamar da série histórica, com índice de 0,86. A renda também voltou a crescer após os impactos econômicos e sanitários dos últimos anos.
A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou a influência de programas sociais, como o Bolsa Família, na melhora dos indicadores educacionais e sociais. Segundo ela, o programa ajudou a reduzir o trabalho infantil e aumentar a permanência de crianças e adolescentes nas escolas.
O relatório também apontou redução das desigualdades raciais. Entre 2012 e 2024, o IDHM da população negra cresceu 10,3%, quase o dobro do avanço registrado entre a população branca, que foi de 5,5%. Apesar disso, o estudo ressalta que as diferenças ainda persistem.
Entre os estados, o Distrito Federal apresentou o maior IDHM do país em 2024, com índice de 0,866, seguido por São Paulo, com 0,838. Já Maranhão e Alagoas registraram os menores índices nacionais, embora tenham apresentado evolução ao longo dos últimos anos.
Os maiores avanços proporcionais foram registrados em estados do Nordeste, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte, indicando uma redução gradual das desigualdades regionais no país.





