O empresário Maurício Camisotti firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (10).
Preso desde 12 de setembro, Camisotti confessou participação no esquema, que teria prejudicado aposentados e pensionistas com cobranças feitas sem autorização. Ele é o primeiro investigado a fechar acordo de colaboração no caso.
A delação ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal, sob responsabilidade do ministro André Mendonça, além de receber aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso seja validada, o empresário poderá ter a prisão convertida em domiciliar.
Segundo as investigações, Camisotti é apontado como figura central do esquema e teria atuado como sócio oculto de uma associação que arrecadou cerca de R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 com descontos aplicados diretamente nos benefícios. A Polícia Federal também investiga o uso de familiares como intermediários para movimentação e ocultação de dinheiro.
O caso veio à tona em abril de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em cobranças feitas por entidades conveniadas ao INSS. Os investigadores suspeitam que associações e empresas tenham sido usadas como fachada para desviar recursos.
Outro investigado, Antônio Camilo Antunes, apontado como líder do esquema, segue preso e ainda não firmou acordo de delação.
Além de Camisotti, outros nomes ligados ao caso também negociam colaboração com as autoridades, enquanto as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o alcance das fraudes.
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