Política

Governo e oposição contam votos para disputa sobre anistia na Câmara

  • setembro 15, 2025
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Governo e oposição contam votos para disputa sobre anistia na Câmara

Com expectativa de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, paute o projeto da anistia geral nesta semana, a oposição e o governo mobilizam aliados para contar votos. O movimento ocorre na esteira de a Primeira Turma do STF condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados por golpe de Estado. Ainda cabe recurso.

A oposição pretende pleitear a votação novamente na próxima reunião de líderes, que ocorre nesta terça-feira (16). Com apoio do Republicanos, do PP, do União Brasil, do PL e do Novo, a oposição aventa ter mais de 300 votos a favor da urgência e do mérito da proposta. O grupo tem ainda a articulação do governo de São Paulo, com Tarcísio de Freitas em favor da pauta.

Já o governo, tem o apoio do PT e busca votos contra a proposta. Um caminho a ser usado seria o de conseguir apoios nos partidos de centro, como MDB e PSD. Isso, é claro, além do PSOL, PDT, PSB e PCdoB, que são contra a anistia.

O centro, contudo, será o responsável pela aprovação ou reprovação do projeto, tendo em vista que são as bancadas mais dividas.

Líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias afirmou que o texto tem “clima de derrota”.  Segundo ele, hoje o governo tem votos para derrotar a oposição na votação. Já o líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL), diz ter mais de 300 votos em prol do texto. Ele alega que Motta “tem que enfrentar” a pauta.

Na Câmara, tramita um projeto que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro. Mas a oposição articula uma anistia geral, que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro e investigados pelo STF no inquérito das fake news, que data desde 2019.

Mas tudo isso ainda depende do aval de Motta e, se eventualmente aprovado na Câmara, o texto ainda precisa passar pelo Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, já indicou ser contra a anistia, mas a favor apenas de uma revisão das penas aos condenados pelo 8 de janeiro.