A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu, em relatório que deve ser votado nas próximas semanas, que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976, contrariando a versão oficial mantida durante décadas de que ele morreu em um acidente de carro na Via Dutra.
O parecer recomenda a alteração da certidão de óbito de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, para registrar que as mortes ocorreram em decorrência de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro. Segundo a comissão, o relatório reúne mais de 5 mil páginas entre documentos e anexos e aponta inconsistências técnicas em laudos produzidos durante o regime militar.
A votação do documento acontece às vésperas dos 50 anos da morte de JK, ex-presidente conhecido pela construção de Brasília e pelo projeto de modernização econômica do país.
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