Política

Direita pressiona Lula com articulações nos EUA e governo vê possível interferência externa

  • março 11, 2026
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Direita pressiona Lula com articulações nos EUA e governo vê possível interferência externa

Movimentações recentes de políticos da direita brasileira nos Estados Unidos acenderam um alerta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê indícios de tentativa de interferência externa no cenário político do país, especialmente com foco nas eleições de outubro.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) têm participado, desde fevereiro, de reuniões com líderes da direita em diferentes países, incluindo encontros nos Estados Unidos.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo avaliam que parte dessas articulações envolve interlocução com membros do governo do presidente norte-americano Donald Trump. Para o governo brasileiro, algumas dessas movimentações já são interpretadas como possíveis tentativas de influenciar o ambiente político nacional.
Entre os pontos que geraram preocupação está a discussão, nos Estados Unidos, sobre a possibilidade de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o governo federal, a medida poderia gerar impactos econômicos para o Brasil.

Outro episódio que deve gerar desconforto diplomático é a visita ao país de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele deve se reunir com o senador Flávio Bolsonaro e também com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A viagem teria como objetivo compreender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. Beattie é conhecido por críticas ao governo Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Paralelamente, Flávio Bolsonaro tem intensificado sua agenda internacional e, nesta semana, viajou para acompanhar a posse do político conservador José Antonio Kast no Chile.
Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que parte dessas iniciativas pode estar alinhada à estratégia política da direita brasileira para fortalecer apoio internacional antes do início mais intenso da campanha eleitoral. O Planalto, no entanto, também considera que não há confirmação de que essas ações tenham sido autorizadas diretamente pelo presidente norte-americano.