Política

Disputa presidencial impacta corrida ao governo de Minas e embaralha alianças políticas

  • fevereiro 20, 2026
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Disputa presidencial impacta corrida ao governo de Minas e embaralha alianças políticas

A indefinição sobre os palanques em Minas Gerais para os pré-candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), tem provocado mudanças importantes na disputa pelo Governo do Estado.
Nos bastidores, partidos que integram a base do governador Romeu Zema (Novo), como PL e União Brasil, passaram a reavaliar seus posicionamentos, o que pode afetar diretamente a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado como nome apoiado por Zema para a sucessão.
Dirigentes do PL indicam que o apoio a uma chapa em Minas estará condicionado ao alinhamento com a eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A exigência, no entanto, entra em conflito com acordos anteriores firmados por Simões, que sinalizou apoio ao projeto político de Zema no estado.
O cenário também envolve o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), um dos principais nomes do partido em Minas. Apesar de especulações, ele deve disputar a reeleição à Câmara. Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que aparece bem nas pesquisas, ainda não definiu se será candidato ao governo.
Outra mudança relevante ocorreu no União Brasil, que trocou o comando estadual. A alteração enfraqueceu a aproximação com o grupo de Simões e fortaleceu articulações ligadas ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), que pode migrar para o partido.
A possível candidatura de Pacheco ao governo é vista como estratégica por aliados do presidente Lula, já que ele poderia servir como palanque no estado. Apesar disso, o senador ainda não confirmou se disputará o cargo.
Enquanto isso, o PT avalia alternativas caso Pacheco não entre na disputa. Entre os nomes cogitados estão lideranças políticas e acadêmicas, mas ainda não há definição. A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), é apontada como provável candidata ao Senado.