Foragido por homicídio e ocultação de cadáver, apontado como integrante do PCC, é encontrado morto em presídio de Nova Serrana
João Carlos
- outubro 7, 2026
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Geilson Lopes Ferreira, de 41 anos, foi preso pelo DENARC na terça-feira (6), após anos procurado pela Justiça de São Paulo; ele respondia a processo por homicídio triplamente qualificado
Geilson Lopes Ferreira, de 41 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (7) no Presídio de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Ele havia sido preso menos de 24 horas antes pelo Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (DENARC), após ser localizado na cidade como foragido da Justiça de São Paulo.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que Geilson foi encontrado por policiais penais suspenso por uma corda artesanal, durante o procedimento de troca de plantão. A ocorrência foi registrada como autoextermínio. A Perícia Técnica foi acionada, realizou os trabalhos no local e o corpo foi liberado para encaminhamento ao Instituto Médico-Legal (IML).
A morte ocorreu um dia depois de uma prisão que colocou novamente em evidência um histórico criminal iniciado em São Paulo e que envolvia uma acusação de homicídio considerada de extrema gravidade pela Justiça.
Processo por homicídio triplamente qualificado
Geilson respondia a uma ação penal na Justiça de São Paulo pela morte de Efigênia Martins Oliveira, de 35 anos, sua esposa à época. O crime ocorreu em junho de 2014, na região do Jardim Colombo, próximo a Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.
Efigênia foi encontrada enterrada na cozinha de um barraco onde o casal morava. A investigação apontou que ela havia descoberto o relacionamento extraconjugal do marido com outra mulher e foi até a residência dela. Durante a discussão, a mulher teria enforcado Efigênia.
A acusação contra Geilson sustentava que ele teria instigado a amante a matar a esposa e participado da ocultação do cadáver. O corpo foi enterrado na cozinha e o local, posteriormente, teria sido cimentado.
O caso chegou ao Tribunal do Júri. Em decisão de fevereiro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça registrou que Geilson respondia pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Apontado como integrante do PCC
Além do histórico relacionado ao homicídio, as informações divulgadas sobre a prisão em Nova Serrana apontavam Geilson como possível integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do país.
A ligação com a facção, porém, deve ser tratada com cautela: não foi localizada, na documentação judicial consultada, uma decisão que reconheça formalmente Geilson como integrante do PCC. A informação aparece associada à divulgação da prisão realizada pelo DENARC.
A operação ocorreu no bairro São José, em Nova Serrana. Conforme as informações divulgadas pela equipe policial, Geilson teria reagido à abordagem e entrado em luta corporal com os agentes, sendo necessário o uso de força para contê-lo.
A prisão colocou fim, em Nova Serrana, a um período em que ele permanecia fora do alcance da Justiça paulista.
Histórico de prisão
Geilson já havia passado pelo sistema prisional anteriormente. Informações sobre sua trajetória criminal indicam uma passagem pelo sistema desde novembro de 2016.
O processo relacionado ao homicídio de Efigênia, entretanto, permaneceu em tramitação por anos. Em 2025, quando o caso chegou ao STJ, Geilson ainda era tratado judicialmente como réu e permanecia foragido. Jusbrasil
Não há, nas fontes públicas consultadas, elementos suficientes para afirmar por quanto tempo ele permaneceu preso em períodos anteriores ou exatamente quando deixou o sistema prisional.
Morte menos de 24 horas após a prisão
Depois de ser preso pelo DENARC na terça-feira (6), Geilson foi encaminhado ao Presídio de Nova Serrana. Segundo informações da administração penitenciária, ele estava sozinho na cela desde sua admissão.
Na manhã desta quarta-feira (7), durante a troca de plantão, policiais penais encontraram o detento suspenso por uma corda artesanal. A perícia esteve na unidade e o corpo foi encaminhado ao IML. A direção do presídio instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência, enquanto a investigação criminal cabe à Polícia Civil.





