Homem que matou namorada em Divinópolis é condenado a 36 anos de prisão; prisão ocorreu em Nova Serrana
João Carlos
- março 2, 2026
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O Tribunal do Júri de Divinópolis condenou, na manhã de sexta-feira (27), Cleison Alves da Silva, de 33 anos, a 36 anos de prisão pelo assassinato da namorada, Tauane de Oliveira Braga, de 29 anos. O julgamento ocorreu no Fórum da cidade e foi realizado por um júri popular formado por cinco homens e duas mulheres.
O crime aconteceu em 2025, na casa da vítima, no Bairro Jardinópolis. Tauane foi morta por asfixia. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e feminicídio, já que o homicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com a Defensoria Pública, responsável pela defesa, não haverá recurso contra a decisão.
Crime ocorreu durante a madrugada
Tauane foi assassinada na madrugada de 21 de maio. Conforme informações da Polícia Militar à época, o casal morava junto havia cerca de três meses e mantinha relacionamento há menos de seis meses.
As duas filhas da vítima, então com 6 e 9 anos, estavam na residência no momento do crime, mas dormiam. Após matar a companheira, Cleison deixou o imóvel e ligou para o irmão, confessando o assassinato. O familiar acionou a Polícia Militar.
Quando os militares chegaram ao local, encontraram o portão trancado e precisaram arrombá-lo. As crianças estavam assustadas e não compreendiam o que havia ocorrido. Uma delas relatou aos policiais que a mãe estava caída no quarto e não respondia. Vizinhos foram chamados para acolher as menores.
Tauane foi encontrada ao lado da cama, com mãos, pés e rosto arroxeados e uma meia na boca. Posteriormente, a perícia apontou que ela foi sufocada, possivelmente com o uso de um travesseiro, para impedir que gritasse por socorro.
Prisão em Nova Serrana
Após o crime, Cleison fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado e preso ainda no mesmo dia, em Nova Serrana.
Durante as investigações, o pai das filhas de Tauane relatou à polícia que manteve relacionamento com ela por 11 anos e que, após a separação, ela se mudou com as crianças. Ele afirmou ter sido informado de que a vítima estava insatisfeita com o novo relacionamento e que, na madrugada do crime, ela teria ligado dizendo que pretendia se separar.
O irmão da vítima confirmou que Tauane passou a morar com o acusado poucas semanas após conhecê-lo. Segundo as apurações, o crime teria sido motivado por ciúmes, após uma discussão iniciada quando o denunciado viu a companheira conversando com o ex-marido. Ele a teria imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão.
O Ministério Público sustentou que o assassinato foi cometido por motivo fútil e mediante asfixia, além de enquadrá-lo como feminicídio. Consta ainda que o réu já estava em cumprimento de pena anteriormente, o que pode ter sido considerado como agravante pela reincidência.
Com a condenação, Cleison deverá cumprir pena em regime fechado.





