Minas Gerais

Mais de 83% da população de Minas Gerais integra as classes A, B e C, aponta estudo da FGV

  • janeiro 23, 2026
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Mais de 83% da população de Minas Gerais integra as classes A, B e C, aponta estudo da FGV

Minas Gerais registrou um avanço significativo na renda da população entre 2022 e 2024. De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), 83,23% dos mineiros passaram a integrar as classes A, B e C, contra 73,32% no levantamento anterior. O crescimento representa um aumento de 9,91 pontos percentuais no período.

As classes A, B e C reúnem famílias com renda acima de quatro salários mínimos, sendo que a classe A corresponde a rendas superiores a 20 salários mínimos, a classe B entre 10 e 20 salários mínimos e a classe C entre quatro e 10 salários mínimos.

No cenário nacional, o estudo aponta que cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda entre 2022 e 2024, o que representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais.

Segundo a FGV, o principal fator para essa mudança foi o aumento da renda gerada pelo trabalho, aliado à integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados demonstram que as políticas sociais têm contribuído para a mobilidade econômica. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou.

O levantamento reforça a tendência de ampliação da renda e da classe média no estado, impulsionada principalmente pelo mercado de trabalho e por políticas públicas voltadas à população de baixa renda.