Máscaras: O Desfile Silencioso
João Carlos
- fevereiro 27, 2026
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Enquanto o Brasil desfilava na avenida e os foliões se espremiam em busca de ser o mais relevante da folia atrás do trio, cada um de nós, em sua rotina comum, se movia silenciosamente por baixo da superfície das ondas do carnaval. E está tudo bem.
Carnaval é tempo de afrouxar a pressão, se afastar da máscara do personagem tradicional e afixar uma nova máscara, e curtir. Mas calma aí! Não estou aqui para falar mal do carnaval. Acredito que cada um de nós (adultos) sabe (ou deveria saber) escolher bem a melhor forma para se divertir.
Mas já parou para pensar o que é ser adulto? Quem foi você no carnaval? Quem é você depois que a música acaba?
Quer saber? Ser adulto é ser responsável. É assumir a responsabilidade e fazer o seu do jeito que dá, com responsabilidade. Com escolhas conscientes, responsáveis e honestas, que promovam a harmonia e a paz do jeito que lhe for possível. Até porque, no final das contas, haverá críticas, julgamentos, elogios, felicitações e tudo que se possa imaginar. No final das contas, frequentemente falamos do outro a partir das nossas próprias angústias refletidas no outro. A questão não é sobre “certo ou errado”, “ligar ou não ligar” para o que falam, mas sobre fazer escolhas com responsabilidade e sentido.
As críticas, que algumas vezes vêm de pessoas próximas, das que acreditam lhe conhecer, mas que te observam com os olhos filtrados pelas próprias crenças e frustrações. Portanto, não tenha medo! Faz o seu do jeito que dá, com responsabilidade.
E que cada passo, cada escolha, por mínima que seja, possa estar alinhada àquele ou àquela que você quer ser. Mas saiba dentro de você quem você quer ser. Tenha para si uma imagem, um projeto de como é a pessoa qual você deseja se tornar, e a partir desse “desenho” caminhe em paz, construindo cada tijolo com responsabilidade e amor, conforme aquilo que você acredita e encontra sentido para sua vida.
E cabe uma ressalva, não pense que será fácil, é um processo de construção de resiliência, identidade e autoconfiança, que pode levar bastante tempo, certa dose de angústia e força. Mas no final dessa trilha há a luz da liberdade. Mas não a liberdade de fazer aquilo que quiser, mas a liberdade com responsabilidade e respeito por sua história, pelo outro e sabendo da contribuição que você traz ao seu mundo, ainda que pequeno, ainda que ninguém veja, mas que você vê e se dá o devido valor.





