Minas Gerais é o terceiro estado com mais denúncias de intolerância religiosa no país
Minas Gerais registrou 323 denúncias de intolerância religiosa ao longo do último ano, segundo dados do Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Com esse número, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, ficando atrás apenas de São Paulo, com 667 registros, e do Rio de Janeiro, com 446.
Os dados mostram que casos de intolerância continuam ocorrendo em diferentes regiões de Minas e atingem diversas crenças. Em Belo Horizonte, foram relatadas situações de discriminação contra praticantes de religiões de matriz africana, incluindo agressões verbais e constrangimentos no cotidiano. Já no município de Nanuque, no Vale do Mucuri, um episódio de vandalismo chamou a atenção no início de 2026, quando o painel do altar da Igreja Matriz Imaculada Conceição foi pichado, causando prejuízo estimado em cerca de R$ 17 mil e forte impacto para a comunidade religiosa local.
De acordo com os registros nacionais do Disque 100, as religiões de matriz africana concentram a maior parte das denúncias de intolerância religiosa no Brasil, com destaque para a umbanda e o candomblé. Também há registros envolvendo fiéis de religiões evangélicas, católicas, espíritas e pessoas que não informaram sua crença.
A legislação brasileira classifica a intolerância religiosa como crime, com previsão de pena de prisão e multa. Em 2023, mudanças na lei tornaram as punições mais severas, especialmente quando os atos são praticados por meio de redes sociais ou outros meios de comunicação, o que pode elevar a pena e retirar o caso do Juizado Especial Criminal.
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