MPT recebe 110 denúncias de assédio eleitoral em Minas
Minas Gerais terminou o primeiro turno das eleições com 110 denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O estado foi o segundo com maior número de registros no país, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 158 queixas.
Os dados consideram os registros feitos até 4 de outubro, quando o MPT atuou em regime de plantão para receber denúncias relacionadas à pressão ou constrangimento de trabalhadores durante o período eleitoral.
Entre as unidades do MPT em Minas Gerais, a de Divinópolis recebeu 10 denúncias, conforme o levantamento do órgão. A unidade ficou atrás de Belo Horizonte, com 50 registros, e de Uberlândia, com 20.
Também aparecem na lista as unidades de Coronel Fabriciano, Patos de Minas e Varginha, com sete denúncias cada. Juiz de Fora, Montes Claros e Pouso Alegre registraram duas cada, enquanto Teófilo Otoni teve duas e Governador Valadares, uma.
No país, foram 991 denúncias de assédio eleitoral registradas até o domingo de votação. Na sexta-feira (2), último dia útil antes do primeiro turno, eram 851 casos.
Em Minas, o número também cresceu nos últimos dias antes da votação. Em setembro, foram registradas 74 denúncias. Nos quatro primeiros dias de outubro, outras 21 queixas chegaram às unidades do MPT-MG.
O que é assédio eleitoral
O assédio eleitoral ocorre quando uma relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou tentar influenciar a escolha política de trabalhadores. A prática pode atingir a liberdade de voto e a liberdade de consciência, direitos assegurados pela Constituição.
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