A Operação Mulher Segura prendeu 57.790 suspeitos de violência contra mulheres em 141 dias de atuação no Brasil. Os dados, divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foram registrados até segunda-feira (19). Desde o início, em 1º de junho, a iniciativa mobilizou forças de segurança estaduais e federais em ações de combate à violência de gênero.
Do total de prisões, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por cumprimento de mandados judiciais. Entre os crimes registrados, destacam-se lesão corporal, com 16.644 ocorrências; ameaça, com 15.019; e descumprimento de medidas protetivas de urgência, com 4.949. Juntos, esses delitos somam 36.612 registros.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação passou a ter caráter permanente. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a integração entre as forças policiais e a conscientização da sociedade contribuem para os resultados. A média registrada é superior a 11 mil prisões por mês.
A região Sul concentra 36% das prisões realizadas no âmbito da operação, seguida pelo Centro-Oeste, com 26%; Sudeste, com 18%; Nordeste, com 15%; e Norte, com 4%. Já o Sudeste reúne o maior percentual de vítimas atendidas, com 33%.
Atendimento às vítimas
Além das prisões, a operação mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas, alcançando 4.253 municípios brasileiros. Durante as ações, 228.194 vítimas foram atendidas, 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência foram realizados e houve 50.239 visitas preventivas.
As iniciativas também incluem ações educativas presenciais, que alcançaram 669.945 pessoas, além do acompanhamento de mulheres protegidas por medidas judiciais e de atividades voltadas à prevenção da violência.
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