Política

Lula discute sucessão de Barroso com Ministros do STF, que preferem Pacheco

  • outubro 15, 2025
  • 2 min read
Lula discute sucessão de Barroso com Ministros do STF, que preferem Pacheco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um jantar na última terça-feira (14), no Palácio da Alvorada, para discutir a sucessão de Luís Roberto Barroso, que irá se aposentar formalmente no próximo sábado (18).

Um dos principais auxiliares de Lula para o tema, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também esteve presente na conversa – ele foi ministro do STF, indicado por Lula. No jantar, os ministros reforçaram a Lula a necessidade da indicação de um nome forte para manter a solidez da Suprema Corte em meio a julgamentos de temas sensíveis, como a ação penal da trama golpista. Os membros do STF já indicaram, nos bastidores e até publicamente, terem preferência por uma indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, por sua experiência na área jurídica, diálogo com diferentes frentes do meio político e por ser visto como uma figura equilibrada de centro.

Quem também tem preferência por Pacheco é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Além de ambos serem aliados há anos no Congresso, Alcolumbre e outras lideranças do Legislativo já indicaram que o senador mineiro não teria nenhum problema em ser aprovado, por um placar próximo a uma aclamação. Contudo, o nome preferido de Lula para a vaga é o do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que tem um forte apoio dentro do PT e é pessoalmente mais próximo do presidente.

Além disso, alguns setores dentro do petismo não confiam plenamente em Pacheco para a cadeira do Supremo. Governistas acreditam que, mesmo com a preferência pelo senador, não haveria grandes resistências, dentro do STF e do Senado, caso se confirme a indicação de Messias. Lula ainda deve conversar com Alcolumbre sobre a indicação para ter o aval do presidente do Senado. Mas o presidente já afirmou que deve tomar a decisão rapidamente.

O indicado por Lula terá que passar pelo crivo do Senado. Primeiro, deverá ser submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para depois ter o nome analisado pelo plenário, onde precisará do voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores.