Troca na PF amplia crise no Caso INSS e coloca Lulinha novamente no centro das investigações
A decisão da Polícia Federal de mudar a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto aumentou a tensão política em Brasília e reacendeu o debate em torno das investigações sobre fraudes bilionárias no INSS. A mudança ocorreu na última sexta-feira (15) e gerou repercussão no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente porque uma das linhas investigadas cita Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso deixou de ser conduzido pela divisão de crimes previdenciários e passou para a coordenação responsável por investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado. A alteração ocorre em meio ao avanço das apurações sobre descontos associativos supostamente irregulares em contracheques de aposentados e pensionistas.
Nesta quarta-feira (20), a empresária Roberta Luchsinger presta depoimento à Polícia Federal por videoconferência. Ela é apontada em relatórios da investigação como uma possível intermediária entre Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Lulinha.
Segundo a PF, Roberta trabalhou para Antunes e recebeu cerca de R$ 1,5 milhão do empresário, apontado como um dos principais nomes ligados ao esquema investigado. A empresária já foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro do ano passado.
Os investigadores apuram suspeitas de que Lulinha seria um suposto sócio oculto de Antunes no esquema de fraudes envolvendo descontos em benefícios previdenciários. A defesa do filho do presidente nega qualquer participação em irregularidades e afirma que ele está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
O depoimento de Roberta faz parte de uma força-tarefa montada pela Polícia Federal para ouvir ao menos 35 pessoas ligadas ao caso. Paralelamente, a PF também tenta retomar negociações para uma possível delação premiada do empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos operadores financeiros do esquema. Segundo informações da investigação, as tratativas haviam travado e estão sendo refeitas junto à Procuradoria-Geral da República.
A crise na campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em razão do vazamento
A Polícia Militar realizou, entre os dias 15 e 17 de maio, uma série de
Na manhã desta terça-feira (19), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma caminhonete clonada durante
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais