A Polícia Federal (PF) deflagra, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Buscas estão sendo feitas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, em São Paulo.
Conforme a PF, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em SP, foi preso em novembro de 2025, acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e, em seguida, vender a instituição financeira ao BRB (Banco de Brasília). Em 17 de novembro, ele foi preso quando, segundo a PF, tentava fugir do país.
“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações,” afirmou a PF.
A defesa de Vorcaro disse que tomou conhecimento da operação e reafirmou que ele tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. O inquérito está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que atendeu a um pedido da defesa do Master para tirar o caso da primeira instância após a citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).
Os envolvidos estão sendo investigados por prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
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