Política

Julgamento de Bolsonaro e cúpula aliada começa na terça-feira no STF

  • setembro 1, 2025
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Julgamento de Bolsonaro e cúpula aliada começa na terça-feira no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa amanhã (2), à partir das 9h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados de seu governo. Todos são acusados de integrar a cúpula da suposta trama golpista que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.
O processo, que deve se estender por cinco dias de sessões plenárias, julga de forma simultânea todos os réus do chamado “núcleo 1”, cabendo aos cinco ministros do colegiado definir a pena individualmente. A previsão é que o julgamento seja encerrado em 12 de setembro, se nenhum ministro pedir vista – mais tempo para análise do caso.
Estão no banco dos réus, além do ex-presidente, ex-ministros de sua gestão e militares de alta patente. Entre eles, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal; almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e delegado Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Integram a lista, ainda, general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.
A maioria responde, agora, por cinco crimes. São eles:
• Abolição violenta do Estado democrático de direito;
• Tentativa de golpe de Estado;
• Organização criminosa;
• Dano qualificado ao patrimônio da União;
• Deterioração de patrimônio tombado.
A exceção é Ramagem que, por ocupar mandato de deputado, responderá agora somente pelas acusações de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolir o Estado democrático de direito e organização criminosa. O julgamento dos outros dois crimes deve ser retomado pela Justiça quando ele deixar o cargo.