Política

PF reage a ação dos EUA e corta acesso de agente americano em Brasília

  • abril 24, 2026
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PF reage a ação dos EUA e corta acesso de agente americano em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinou a retirada das credenciais de um agente do governo dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília. A decisão foi tomada com base no princípio da reciprocidade, após uma medida semelhante adotada pelos norte-americanos contra um delegado brasileiro que trabalhava em Miami.

A declaração foi dada na quarta-feira (22), em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.

Segundo Rodrigues, o agente americano ligado à área de imigração perdeu o acesso ao prédio da PF e também aos sistemas e bancos de dados utilizados na cooperação entre os dois países. “Retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou.

A medida brasileira ocorre após o governo de Donald Trump retirar as credenciais do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami em cooperação com autoridades locais. Ele foi orientado a deixar os Estados Unidos na segunda-feira (20).

De acordo com o diretor da PF, a decisão dos EUA está relacionada à atuação direta do delegado brasileiro em uma investigação sensível conduzida no Brasil. Marcelo Ivo participou da apuração que resultou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado por tentativa de golpe de Estado. Após a condenação, Ramagem deixou o país e seguiu para os Estados Unidos.

Ainda segundo Rodrigues, foi nesse contexto que as autoridades norte-americanas adotaram a medida contra o delegado brasileiro, o que motivou a resposta da PF com a retirada das credenciais do agente americano em Brasília.

O diretor ressaltou que não houve expulsão em nenhum dos casos. Marcelo Ivo retornou ao Brasil por decisão da própria PF, enquanto o agente dos EUA permanece no país, mas sem acesso às dependências e sistemas da corporação.

Rodrigues também destacou que eventuais medidas diplomáticas cabem ao Itamaraty, que já acompanha o caso.