Polícia

Justiça marca julgamento de ex-vereador de Araújos acusado de matar o ex-noivo

  • setembro 4, 2025
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Justiça marca julgamento de ex-vereador de Araújos acusado de matar o ex-noivo

A Justiça marcou o julgamento do ex-vereador de Araújos, Lucas Coelho, de 33 anos, indiciado por matar o ex-noivo, o professor Jhonathan Silva Simões, de 27 anos. O crime ocorreu no dia 29 de maio, em Formiga, Centro-Oeste de Minas.

A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 20 de março de 2026 pelo juiz Guilherme Luiz Brasil Silva, da Vara Criminal de Formiga.

O réu está em prisão domiciliar desde 18 de julho após ficar mais de um mês preso. Durante o habeas corpus, a Justiça entendeu que não haviam elementos suficientes que demonstrem que o suspeito cause perigo à sociedade.

Durante as investigações, Lucas estava suspenso do Legislativo e sem receber salários desde a sua prisão. Em 12 de agosto, ele renunciou ao cargo de vereador enquanto tramitava um processo de cassação na Câmara.

A carta de renúncia foi escrita pela defesa de Lucas, que alegou sofrer de transtorno bipolar com episódio depressivo grave e transtorno de personalidade, condições que exigem tratamento psiquiátrico contínuo.

O assassinato ocorreu quando Jhonathan chegava em casa. Lucas teria alugado um veículo em Bom Despacho e se deslocado até Formiga, onde efetuou vários disparos contra a vítima, que morreu ainda no local. Jhonathan foi velado e sepultado no dia 30 de maio.

O relacionamento entre o vereador e a vítima durou cerca de um ano. Lucas teria assassinado o ex-companheiro por não aceitar o fim do relacionamento. “Foi bárbaro e covarde, a família está desesperada e o homem segue solto. Ele não pode ficar impune”, disse uma familiar.

Em fevereiro deste ano, a vítima registrou um boletim de ocorrência relatando violência, danos ao carro e ameaças, inclusive uma frase dita pelo ex: “Vou derramar seu sangue, você vai sofrer o luto em Formiga”.

O delegado responsável pelo caso, Ricardo Augusto de Bessas, informou que a relação ficou ainda mais tensa após a vítima descobrir que havia contraído HIV. Segundo ele, o suspeito, que é soropositivo, não havia revelado essa condição no início do relacionamento.

A Polícia Civil indiciou por homicídio qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.

Na audiência de instrução, oitivas de testemunhas e provas técnicas serão analisadas antes do julgamento. Caso Lucas seja condenado, a pena prevista varia entre 12 e 30 anos de prisão.