Flávio Bolsonaro diz que mentiu sobre relação com Daniel Vorcaro por cláusula de confidencialidade
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que negou ter contato com o banqueiro Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade ligada ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi dada após o site Intercept Brasil divulgar conversas entre os dois. Em um dos áudios, Flávio cobra R$ 134 milhões para financiar a produção do filme. “Quando eu nego que conhecia ou tive contato com ele é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. A minha relação com ele era exclusivamente para o filme”, afirmou o senador em entrevista à Globonews.
Segundo Flávio, revelar a relação com Vorcaro poderia expor investidores e gerar multa contratual. Ele também afirmou que o único vínculo entre os dois seria o projeto audiovisual. As mensagens divulgadas mostram uma relação próxima entre o senador e o banqueiro, incluindo trocas em que ambos se chamam de “irmão”. Em uma delas, Flávio escreveu: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.
Na quarta-feira (13), antes da divulgação dos diálogos, Flávio havia negado ao Intercept qualquer relação com Vorcaro ao ser questionado sobre o investimento no filme. Em 16 de março, a jornalista Mônica Bergamo afirmou que a CPI do INSS recebeu uma lista que apontou Flávio entre os contatos do celular de Vorcaro. Questionado, o senador disse que nunca teve contato com o banqueiro e completou: “o meu número de telefone não é propriamente um segredo”.
A produtora GOUP Entertainment e o produtor executivo Mário Frias, porém, negaram que o filme Dark Horse tenha recebido recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master, afirmando que “não consta um único centavo” do banqueiro entre os investidores da produção.
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