PGR denuncia Bolsonaro e mais 33 por plano de golpe de Estado
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por um suposto plano de golpe de Estado no final de 2022. Bolsonaro é acusado de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado.
A denúncia baseia-se em um relatório da Polícia Federal de 884 páginas, que indica Bolsonaro e outros por tentar impedir a posse de Lula em 2023. Se condenado, o ex-presidente pode pegar até 28 anos de prisão.
Além da investigação sobre a tentativa de golpe, Jair Bolsonaro é investigado em dois outros casos. O primeiro envolve o desvio de joias sauditas que deveriam ser incorporadas ao acervo da Presidência da República.
A Polícia Federal apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e desvio de patrimônio público, com Bolsonaro tentando reaver as joias por meio de aliados após a repercussão do caso. O segundo inquérito investiga a fraude nos cartões de vacinação de Bolsonaro e sua família, que teriam sido adulterados para permitir a entrada do ex-presidente nos Estados Unidos em 2023, burlando exigências sanitárias. O caso envolve assessores e servidores públicos que supostamente participaram da falsificação.
Bolsonaro confia na justiça
A defesa de Jair Bolsonaro reagiu com “estarrecimento e indignação” à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados afirmam que, após quase dois anos de investigação, não foram encontrados indícios que liguem o ex-presidente à trama golpista. Alegam também que, apesar de medidas investigatórias, como a apreensão de seus telefones, nenhuma prova foi encontrada. A defesa acredita que a denúncia será rejeitada pela falta de provas e que Bolsonaro confia na Justiça.
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