Centrão articula reforma eleitoral para adotar voto distrital misto a partir de 2030
Lideranças do Centrão articulam no Congresso Nacional a aprovação de uma reforma no sistema eleitoral brasileiro ainda em novembro. A proposta prevê a adoção do voto distrital misto para a eleição de deputados federais, estaduais e vereadores, mas enfrenta resistência de parlamentares do PL e do PT, as maiores bancadas da Câmara.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende a mudança e tenta acelerar a tramitação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também participa das articulações.
Pelo modelo proposto, o eleitor votaria duas vezes: em um candidato de seu distrito eleitoral e em uma lista partidária. Na modalidade de lista fechada, os partidos definem previamente a ordem dos candidatos, ampliando a influência das direções partidárias sobre a composição do Legislativo.
Atualmente, o sistema proporcional permite que candidatos com votação expressiva ajudem a eleger outros nomes da mesma legenda, mecanismo conhecido pela atuação dos chamados “puxadores de votos”.
A proposta prevê uma transição a partir de 2030, com adoção integral do voto distrital misto em 2034. As regras ainda estão em discussão.
Segundo lideranças partidárias, a intenção é aprovar a mudança antes do início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027. Parlamentares contrários avaliam que o novo modelo pode alterar o equilíbrio de forças entre os partidos e reduzir o espaço de candidatos com grande votação individual.
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