EUA decidem nesta semana sobre tarifa de 25% para produtos brasileiros; governo intensifica negociações
João Carlos
- julho 13, 2026
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra em uma semana decisiva nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A expectativa é que o governo norte-americano anuncie até esta terça-feira (15) se aplicará uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida baseada na investigação conduzida sob a chamada “Seção 301” da legislação comercial dos Estados Unidos.
Antes da decisão, representantes dos dois países devem realizar uma última reunião no âmbito do grupo de trabalho criado para discutir o tema. A expectativa do Palácio do Planalto é que o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, apresente aos negociadores brasileiros um indicativo da decisão que será adotada. Este será o quinto encontro entre Greer e integrantes do governo brasileiro.
Na última sexta-feira (10), o presidente Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira para a reta final das negociações. Segundo integrantes do governo, o cenário considerado mais provável é a confirmação da tarifa de 25%, diante das sinalizações feitas pelos Estados Unidos durante as reuniões e das declarações públicas recentes de Jamieson Greer.
Apesar disso, o governo brasileiro decidiu manter a estratégia de negociação técnica, sem fazer concessões consideradas inadequadas pelo Planalto. Entre os temas que permanecem fora das negociações está a redução de tarifas sobre o etanol, enquanto o Pix também foi excluído das propostas apresentadas aos norte-americanos por ser considerado inegociável.
Como parte da tentativa de evitar a taxação, o Brasil entregou aos Estados Unidos um plano com medidas para responder às preocupações levantadas na investigação da Seção 301, que aborda temas como corrupção, propriedade intelectual e políticas ambientais. Algumas das propostas envolvem projetos em tramitação no Congresso Nacional e medidas administrativas em elaboração pelo governo federal.
Em relação às tarifas de importação, o Brasil também sinalizou a possibilidade de reduzir impostos de cerca de 300 linhas tarifárias para diversos países, e não apenas para os Estados Unidos, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida busca ampliar a competitividade norte-americana em determinados setores sem causar impactos significativos à indústria brasileira.
Embora o governo ainda trabalhe para evitar a cobrança, o Planalto também considera, em um cenário menos provável, a possibilidade de os Estados Unidos adiarem a entrada em vigor das tarifas para prolongar as negociações.





