Brasil Política

Ex-ministros do STF pedem apuração urgente sobre crise e pressionam Fachin

  • setembro 9, 2026
  • 2 min read
Ex-ministros do STF pedem apuração urgente sobre crise e pressionam Fachin

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) entregaram nesta terça-feira (8) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de uma sessão pública do plenário para discutir a atual crise do tribunal e determinar a investigação dos fatos que vieram a público nos últimos dias.

Os ex-ministros afirmaram ter “plena confiança” na condução de Fachin, mas classificaram o momento vivido pelo Supremo como “a mais aguda crise de sua história”.

Na carta, eles defendem uma apuração “imediata e rigorosa”, com respeito ao devido processo legal. Segundo o grupo, a divulgação dos fatos estaria comprometendo o prestígio e a autoridade do STF, além da confiança da população e da estabilidade das instituições democráticas.

Entre os signatários estão ex-presidentes do Supremo, como Celso de Mello, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa e Rosa Weber. Também assinam a manifestação Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim e Eros Grau.

A manifestação ocorre em meio à disputa envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça liberou para julgamento pelo plenário o processo relacionado às conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após a quebra do sigilo de informações sobre o caso.

Agora, cabe a Fachin decidir quando o processo será incluído na pauta do plenário. A tendência é que o presidente da Corte aguarde as manifestações dos envolvidos, que têm prazo de cinco dias, antes de tomar uma decisão.

Pressão sobre o Supremo

A carta dos aposentados se soma a outras manifestações de preocupação com a crise no STF. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também pediu apuração dos fatos e buscou uma reunião com Fachin para tratar do caso. O encontro, porém, acabou cancelado.

Representações estaduais da OAB chegaram a fazer críticas a Moraes e defender seu impeachment.

A crise ganhou força após a divulgação de informações envolvendo Moraes, Mendonça, a Polícia Federal e o caso Banco Master, aumentando a pressão sobre a presidência do Supremo para dar uma resposta institucional aos episódios.