Operação Crédito Oculto investiga esquema de lavagem de dinheiro
A Receita Federal, o Gaeco e forças de segurança realizam nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo empresas do setor financeiro e de combustíveis.
Ao todo, são cumpridos 27 mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas e 19 empresas. As ordens são cumpridas em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, apontado pelos investigadores como operador financeiro ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo as investigações, estruturas envolvendo fundos de investimento, fintechs, holdings e empresas de fachada teriam sido utilizadas para ocultar a origem de recursos e os verdadeiros beneficiários de operações financeiras. Uma das empresas analisadas movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.
O Banco Genial informou que Tupinambá deixou a diretoria e o quadro societário da instituição em maio de 2026 e afirmou que colaborou com as autoridades durante as investigações.
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