Direita amplia espaço no Congresso e PL terá maior bancada do Senado a partir de 2027
João Carlos
- outubro 5, 2026
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O resultado das eleições de 2026 redesenha a composição do Congresso Nacional para os próximos anos e amplia o espaço ocupado por partidos de direita nas duas Casas. O movimento é especialmente expressivo no Senado, onde o Partido Liberal (PL) passará a ter 28 dos 81 senadores.
Neste ano, foram escolhidos 54 novos senadores, dois por estado e pelo Distrito Federal. Outros 27 permanecem no cargo porque estão no meio do mandato. Dos eleitos, 19 são do PL. Com os nove senadores da legenda que já tinham mandato, o partido chega a 28 representantes na Casa a partir de 2027.
Na Câmara dos Deputados, a nova composição também será formada a partir dos resultados das urnas deste domingo. A distribuição das cadeiras entre os partidos deverá definir a correlação de forças para a votação de projetos, formação de blocos e negociações com o próximo governo.
O cientista político e professor do Ibmec Adriano Cerqueira avalia que o resultado para o Legislativo já estabelece um novo cenário político, independentemente de quem vencer o segundo turno para presidente da República.
Segundo o especialista, a relação entre Executivo e Congresso deverá ser um dos pontos centrais da próxima legislatura. A composição eleita passa a influenciar as negociações políticas antes mesmo da posse dos parlamentares, marcada para fevereiro de 2027.
PL cresce no Senado
Entre os 19 novos senadores eleitos pelo PL estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal; Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, por Mato Grosso do Sul; André do Prado, por São Paulo; e Filipe Barros, pelo Paraná.
O MDB aparece na sequência entre os partidos com mais novos senadores eleitos, com quatro cadeiras. Como a legenda já possui um parlamentar com mandato em andamento, deverá iniciar a próxima legislatura com pelo menos cinco senadores.
Senado terá papel estratégico
A força conquistada pelos partidos de direita no Senado terá impacto em decisões que dependem exclusivamente ou principalmente da Casa. Os senadores são responsáveis, por exemplo, por analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Tribunal de Contas da União (TCU) e agências reguladoras.
Também cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.
A nova configuração do Congresso, portanto, será um dos fatores que vão determinar a relação entre o próximo presidente da República e o Legislativo. A composição definitiva da Câmara e do Senado começa a tomar forma a partir do resultado das eleições deste ano.





